sexta-feira, 10 de junho de 2011

Às Flores Mortas



Para os que não nasceram,
Os que não vingaram,
Há o consolo da morte.


A quem brotou da semente,
Bela erva envaidecida,     
Há todo o fardo da vida.


Toda certeza contida
Na fé de quem procriou,



Tantas árvores crescidas,
Folhas no tempo perdidas,
       Destino de quem plantou.       



Para quem aqui vingou
Há a vingança da vida,
Há toda a crença na vida
Que se desfaz como a flor..
                                 Carleone Filho

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