domingo, 29 de maio de 2011

Sonho Sujo



É a minha história a que vivo,
A que me cabe entre os homens,
O enredo que me consome,
Que me digere,
Que me expele...

É a minha vida que canto,
Os restos desta triste vida.

Sou sonho sujo,
Tenho o cheiro dos restos.
Vivo no visgo dos retos
O vício de amar os vermes.



Sou sonho sujo
Na triste sina do ser,
Do sonho a se desfazer
Na orgia frenética das fossas.



Sou como uma bosta fétida, pastosa,
A massa a girar perdida
Na água límpida de um vaso branco.
                                                              Carleone Filho



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